Braços de uma mulher abraçando um punhado de galhos com folhas verdes
Lifestyle
Published On
Jan 31, 2020

A gente não se dá conta, mas nosso tempo é limitado. Sabemos que um dia não estaremos mais aqui, mas não temos certeza se iremos viver 30 ou 50 anos a mais a partir de hoje. Nossa liberdade, o amor, os objetivos — tudo irá embora.

Sobre aproveitar melhor o tempo e a vida, vejo muita gente indo atrás do que realmente gosta. Chamo isso de um movimento, uma nova era, que muitos já compreenderam e outros tantos ainda estão começando a se dar conta.

Ainda, há algumas pessoas que não acham que isso seja possível: viver do que se gosta, fazendo o que se gosta. Talvez por questões de privilégio ou até mesmo de auto responsabilidade. Mas será que quando o que se gosta vira trabalho, deixa de ser algo que amamos? São muitas perguntas.

Por tanto tempo vivemos condicionados ao que outras pessoas — família, amigos — e instituições — sociedade, governo — queriam para nós. Essa preocupação com o nosso bem estar é totalmente compreensível. Precisamos ter o suficiente para ter uma vida boa e isso pode significar coisas diferentes para mim e para você.

O mundo mudou tanto desde então e vai continuar a mudar. Repare em como os pensamentos dos nossos avós e pessoas mais velhas acaba, muitas vezes, sendo diferentes dos nossos. Tudo que eles vivenciaram moldou o modo deles se colocarem no mundo.

Quem nunca passou por um conflito de opiniões numa conversa? Penso que tudo o que essas gerações presenciaram foi para que nós tivéssemos uma maior liberdade de escolha hoje.

E essa missão também continua a ser nossa:

Hoje, somos nós que devemos criar melhores condições para que a vida se torne ainda mais fácil para todas as futuras gerações.

Cuidar do lugar que a gente mora é uma delas.

A preocupação com as nossas atitudes é também maior. Muitos de nós já adquiriu a consciência de que tudo que fazemos causa impactos positivos ou negativos para o ambiente que vivemos. Compartilhar e disseminar ideias é algo muito mais fácil, e olha que a internet só existe há 25 anos. É isso que eu estou fazendo agora.

Vemos também que colaborar é melhor do que tomar o poder de maneira individual. Não é à toa que a palavra propósito nunca foi tão discutida. Muita gente está em busca do seu, e alguns já o encontraram. Alguns não vão encontrá-lo da forma como imaginavam e o sentirão de outra forma. E tudo bem.

Talvez eu não saiba de muita coisa ainda, mas posso dizer uma coisa. Que a nossa vida tem um significado muito maior do que foi atribuído à ela. E só isso já pode ser uma justificativa para vivê-la de uma maneira (mais) consciente, significativa e questionadora.

Texto publicado originalmente no meu LinkedIn.

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